quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Que país é esse?
Texto meu no Blog Minha banda é independente
As definições para “alternativo” ou “cultura alternativa” são múltiplas. Numa interpretação simples, pode se entender “alternativa” como uma opção de escolha diferente das usuais, daquelas que são costumeiramente tomadas como padrão.
Muitas vezes, cai-se na armadilha de pensar que o padrão é sinônimo de qualidade e que o contrário disso seja uma amostra de falta de critérios de produção ou algo de difícil identificação com o público, num contexto massivo. Tal entendimento pode ser considerado errado, pois o que se observa é que há pouca abertura na mídia para divulgar a “produção artística alternativa”, e como o público pode se identificar com algo que ele não teve a oportunidade de conhecer?
Uma das maiores balelas que se repete por aí aos quatro cantos é que a mídia toca o que o povo quer escutar. Muito fácil colocar a culpa pela degradação cultural brasileira no povo, o povão ou a massa. A massa é algo que não se identifica ao certo, não podemos apontar o dedo pra massa, pois ela é um coletivo, um conceito que criaram para inutilizar as pesquisas estatísticas. Qualquer coisa pode invadir o seu rádio ou TV com a simples justificativa de que agrada às massas.
Eu penso nisso... faço parte da massa, mas o que toca no rádio não me agrada. Logo, eu não devo fazer parte da massa, como eu pensava. Mas isso não é um privilégio, é um fator de exclusão, pois a mídia não está preocupada em oferecer entretenimento para mim?!?!?! Sabemos que não é nada disso. A mídia não se ocupa de atender a demanda das pessoas, é serviço dela criar uma necessidade de seus produtos nas pessoas.
O Brasil não é o país do pagode, do samba... odeio ver os jogadores da seleção brasileira de futebol subirem aos pódios com pandeiros e cavaquinhos! Não percebem que estão reproduzindo e reforçando o estereótipo do país do carnaval, da mulata nua banhada de purpurina requebrando os dotes físicos enquanto espanta os mosquitos transmissores da malária? Gringo pensa que isso aqui é somente Amazônia, povo selvagem, turismo sexual e samba!!! Enquanto a mídia nacional quer que você pense que o Brasil é uma novela global das oito, com os ricos troteando em copacabana, ao som da bossa nova; e os pobres em mesas de bares boêmios, numa rodinha de pagode, cervejinha gelada no copo... tudo no melhor estilo malandro de ser.
Não, nada contra o pagode, nada contra a bossa nova. Mas o Brasil não é apenas isso, entende? Também é triste ver o forró nordestino, tão antigo e tão tradicional à cultura de um povo, estereotipado como novidade nacional, moda... Mudaram o estilo para facilitar a sua venda, agora é forró elétrico, ou forró universtitário... Luiz Gonzaga não agradaria às massas ???
O Brasil é rico, mas todo esse jogo é sujo!
Enquanto isso, vamos vivendo nos guetos, nos esforçando para ficarmos imunes às influências negativas da mídia e nos esforçando para conseguirmos ter acesso a um pouco de cultura que nos agrade.
"Quando for possível, converse com um saco de cimento. Na vida, só podemos acreditar naquilo que um dia pode ser concreto!" Autor desconhecido

domingo, 7 de dezembro de 2008

quinta-feira, 1 de julho de 2004

Palavras escritas em vão, no vão da mente... que no papel viraram cinzas, e na memória: recordação.
Estou cansado e disposto a escrever besteiras, para matar a fome e vomitar uma sopa de letrinhas. Chico Science dizia para deixar os versos soando bem aos ouvidos... às vezes basta, mas é difícil ler nas entrelinhas (lá só se vêem os acentos e os pingos dos is, no máximo um cedilha ou a barriga de um g)... então, penso em ser claro, mas até que gosto do embaçado na visão... matando as certezas. Gosto da música, e odeio a falta dela acariciando-me os tímpanos...
Descobri que eu gostaria de estreitar minhas relações com a música... encubro em acordes e linhas mal escritas, quase sempre mal interpretadas, que é difícil ser exército de um homem só (como Humberto Gessinger conseguia ser Exército de um homem só I e II?), mas que navegar é preciso... e chegar a algum lugar também é.

O parafuso que faltava ao juízo... parafusar as idéias impede que o pensamento seja livre... Quero parafusear neologismos no texto, criar liberdade ao me desprender do destino... furar a parede e pendurar quadros da nossa juventude.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Verso vazio verso

Eu hoje acordei mais vazio que o céu
No céu da minha boca o inferno das palavras
Os lápis: faróis que me guiam pro nada
Você é a lua pendurada no teto do meu pensamento
Jogado no ar... Você é a janela feita pra eu pular
É o trem de palavras correndo nas linhas do meu velho caderno
Música sem melodia... Música para os olhos
Versos para os ouvidos... Quando forem lidos
Pra sentir o gosto no céu da boca
O tempero das palavras, que me embrulham as idéias e me matam a fome.

Diogo Braz

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Depois do silêncio
O cursor intermitente me pressiona a derramar as letras pelo monitor... criar linhas e entrelinhas, espalhar sentidos camuflados, deixar janelas interpretativas entreabertas. Mas queria ser objetivo, acertar a palavra na veia, encaixar os fonemas de forma que não houvesse espaços vagos...
A letra D marca o reinício do ruído... A letra O terminará este texto re-inaugural, trazendo novamente o breve silêncio... coincidência, ou não, começo "D", desenvolvo-me "iog", e acabo "o". Este blog tem sido sobre isso, de uma forma implícita... Rompo o silêncio e acabo nele, mais tarde. Sou meu universo, de ruídos e (principalmente) silêncios.
Vim do silêncio e vou voltar para ele, um dia.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007


sob breve manutenção...


espera um pouco!

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Eekspecial 02
Já lhe disse que tenho uma banda? não? bem, perdoe-me a falha... às vezes esqueço das coisas!
Tenho uma banda e ela se chama Eek, por um simples capricho da fonética e da estética! Esse nome não tem nenhum significado, não é sigla de nada e nem faz alusão a nenhum personagem ou coisa. É um nome surgido do mero acaso do destino, quando as idéias de nomes para uma banda cessaram e as onomatopéias começaram a ser vomitadas. Não... não diria que o nome Eek seja fruto da regurgitação, mas acho que ele foi sussurrado ao ouvido ou então foi uma idéia da língua em combinação com os olhos... isso porque o nome é Eek, porque é bonitinho de se falar (íqui) e é bonitinho de se ver (Eek), assim com os dois "és". E esse é o verdadeiro motivo de sua existência, um nome que propositadamente não significa algo, para que nós pudessemos preenchê-lo com os nossos significados.
Bem, sabe-se que além de ser nome de um personagem de desenho animado, Eek é a sigla ocidental de um partido comunista grego; a abreviação de equizema em inglês; a moeda da Estônia; uma interjeição de espanto-nojo ao ver um rato, e uma outra pá de coisas que a falta de paciência me impediu de apurar no Google. Mas isso não nos diz nada, na verdade... Eek, para nós da banda, significa a nossa banda... Somente isso e tudo isso!
Acho que já significa o bastante, pois como o nome é uma "obra aberta" ele pode significar várias coisas ao mesmo tempo e pode, também, mudar seus significados com o passar dos tempos.
Eek é um signo e no universo dos signos, nós seguimos brincando com os seus significados.

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Frases...

Li e não pude deixar de postar aqui algumas frases de Jésus Rocha.

"Meu sonho de consumo é sobreviver a tudo que consumo"

“'O que estou fazendo neste mundo?'. Bons bempos quando esta pergunta era feita pelos filósofos. E não pelos desempregados"

"'Errar é humano!' Claro. Que outro animal erra?"

"Se não fosse a solidão, eu já teria morrido de televisão "

"Estou otimista quanto ao futuro; caso exista"